Palavra ministrada pelo Evangelista Sargi Solom Tomé
Lucas 16: 19-31
Ora,
havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que,
todos os dias, se regalava esplendidamente.
Havia
também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta
daquele;
e
desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães
vinham lamber- lhe as úlceras.
Aconteceu
morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também
o rico e foi sepultado.
No inferno,
estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu
seio.
Então,
clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que
molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado
nesta chama.
Disse,
porém, Abraão: Filho, lembra- te de que recebeste os teus bens em tua vida, e
Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em
tormentos.
E, além
de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que
querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós.
Então,
replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho
cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este
lugar de tormento.
Respondeu
Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.
Mas ele
insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles,
arrepender-se-ão.
Abraão,
porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se
deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.